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Cirúrgias Abdominais

ABDOMINOPLASTIA (CORREÇÃO DO ABDÔMEN)

A parede abdominal é a região que mais acumula gordura, a qual se deposita na camada subcutânea, sujeita a alterações em determinadas fases da vida.

A abdominoplastia ou dermolipectomia abdominal é um procedimento corretivo que devolve a silhueta abdominal aos homens e mulheres .

As causas que comprometem o abdômen são, o aumento de peso, a gravidez e as características genéticas.

O procedimento requer competência do Cirurgião Plástico com registro na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, por ser uma cirurgia de grande porte, sendo necessário anestesia geral ou peridural.

A gordura localizada no abdômen, a flacidez e o volume do estômago comprometem a estética abdominal. A camada aponeurótica e os músculos retos abdominais se afastam devido a alteração do volume abdominal, promovendo uma falha no centro do abdômen, que é facilmente empurrada pelas alças intestinais.

O resultado da abdominoplastia é sempre excelente, porém sua cicatriz será perceptível.

PATOLOGIAS DA PAREDE ABDOMINAL

• Adiposidade
• Flacidez
• Adiposidade com flacidez/ localizada com supra-umbilical
• Hérnias – são zonas de fragilidades da parede muscular que permite a saída de vísceras intestinais da cavidade abdominal, podem tornar-se mais ou menos volumosa, dependendo do grau de pressão intra-abdominal e da parede muscular.
• Eventrações
• Cirurgias intra-abdominais – associadas a abdominoplastia


LIPOESCULTURA

Tratamento aspirativo das lipodistrofias com uso de cânulas de sucção, associados à infiltração de solução salina hipotônica e hialurosidade, é empregado, exclusivamente, na camada profunda do tecido celular subcutâneo , resultando, desta forma, na ruptura dos adipócitos e facilitando a sucção na região manipulada. A auto enxertia ocorre para a modelagem corporal, preenchendo regiões com assimetrias, a gordura retirada é enxertada através de cânula, seringa e manipulações ( modelagem ) do cirurgião plástico.

INCISÕES

Geralmente a incisão é a que contorna o monte de Vênus e estende-se paralelamente às arcadas inguinais. A cicatriz resultante, com traçado ondulado, dá a impressão de maior adelgaçamento da silhueta, ao contrário das incisões retilínea ou de curva única.

A incisão se estende até o plano aponeurótico perpendicular à pele, nos segmentos laterais e em sentido oblíquo, para cima da zona suprapubiana, de modo a deixar um coxim adiposo, evitando a formação de espaço morto após a sutura do retalho.

DESCOLAMENTO

O descolamento será levado até a reborda costal, quando então a porção infra-umbilical do retalho é incisada verticalmente na linha mediana, facilitando, desse modo, o descolamento.

TRATAMENTO DO UMBIGO

O umbigo é retirado exercendo-se tração através de dois ganchos inseridos no mesmo. A dissecção aguda do retalho é feita com bisturi, evitando-se os descolamentos manuais ou através de compressas. A hemostasia prévia dos vasos perfurantes torna o procedimento cirúrgico mais rápido e evita o risco de formação de hematomas dentro da bainha do músculo retoabdominal.

PROCEDIMENTO NA APONEUROSE

O procedimento de correção na aponeurose realiza-se com fio de náilon 2.0, a plicatura na linha média (alba) sem abri-la. Após a sutura da aponeurose, é necessário se proceder ao encurtamento do pedículo do umbigo. Com alguns pontos o pedículo é fixado à aponeurose, não podendo tal encurtamento ser muito profundo, de maneira a evitar que a circulação seja prejudicada, haja vista que essa técnica pode trazer riscos quanto ao sistema respiratório e circulatório, pela compressão da veia cava inferior, provocado pela plicatura excessiva.

RESSECÇÃO DE RETALHOS EXCEDENTES

Com o paciente em posição de Fowler moderada, é fixado um ponto na linha média do retalho, na borda inferior da incisão correspondente ao monte de Vênus. Na maioria dos casos, resseca-se todo o segmento infra-umbilical, para que o ponto mediano se situe no nível da borda superior do orifício do umbigo; se isto não for possível, ou exigir demasiada tensão, coloca-se o ponto mais baixo, deixando duas bordas cruentas, que serão retificadas e suturadas na linha média.

A tensão excessiva gera cicatriz de má qualidade e traciona a linha de implantação pilosa pubiana, de maneira exagerada, para, cima, sendo que uma sutura vertical na linha média, quando bem constituída torna-se levemente perceptível.

No término da ressecção, após a revisão da hemostasia, o tecido subcutâneo é suturado em dois planos com fio de náilon 4.0, e a pele, com fio de náilon 5.0, utilizando-se dreno, com saída pelas bordas da incisão, pelo período de 24 a 48 horas.

CURATIVO

O curativo compressivo com gaze e coxim de algodão é fixados por faixas de crepom, e sobre este curativo é colocada uma cinta compressiva pós-operatória. Após 24 horas é realizada a primeira troca de curativo e retirado o dreno. Os pontos são retirados a partir do quinto dia, aproximadamente, tendo seu término no décimo dia pós-operatório.

No pós-operatório imediato a alimentação oral deve ser cautelosa, aguardando a normalidade do peristaltismo, tendo em vista que a distensão abdominal , mesmo que moderada, pode provocar a deiscência da plicatura aponeurótica.

COMPLICAÇÕES

• Hematomas
• Coleção serosa-sangüinolenta
• Equimose
• Necrose da região central da cicatriz
• Infecção
• Quelóide
• Cicatriz hipertrófica
• Umbigo desviado

Deve-se ficar atento à ocorrência de repuxamento do monte de Vênus para cima e da tração
secundária da vulva, pós ressecções exageradas do retalho abdominal, visto que são complicações de difícil correção, e devem ser cuidadosamente evitadas.

A ruptura da plicatura aponeurótica pode ocorrer ao final da anestesia, quando o paciente apresenta reflexos exacerbados. Caso haja suspeita desta ruptura, deve-se proceder, de imediato, com a correção.

TRATAMENTOS ESTÉTICOS PÓS-OPERATÓRIOS

O tratamento estético deve ser iniciado após a retirada dos primeiros pontos, no 5º dia pós-operatório.

O excesso de líquido eleva a pressão hidrostática para o tecido, sendo necessário a drenagem linfática manual para a eliminação do edema.

A pele apresenta-se descamante devido as reações orgânicas pós-operatória, a balneoterapia (hidroterapia) com ozônio, promove a eliminação do tecido epidérmico desvitalizado. O ozônio com ação química e fisiológica, estimula a renovação celular e acelera o metabolismo dérmico.

A parede abdominal tratada por plicatura deve ser manipulada externamente com cautela, evitando o rompimento dos pontos. Podendo ser utilizado a vacuoterapia como recurso para aumentar a oxigenação e a nutrição sangüínea, promovendo a renovação celular e o fortalecimento das fibras musculares. O uso da vacuoterapia evita a formação de nódulos e aderências provocados pela cânula no procedimento de lipoaspiração.

Na periferia da ferida operatória aplicar a vacuoterapia com manoplas pequenas, incentivando a flexibilidade do tecido cutâneo, para que não ocorra aderências na cicatriz.
A massagem com óleo de rosa mosqueta sobre a cicatriz favorece o afinamento da mesma.

A máscara de argila verde de pH neutro, composta de magnésio, cálcio, potássio, manganês e outros ativos, combate o edema, misturada com as águas termais, promove a desintoxicação corporal ou fango termal (lama vulcânica).

PROTOCOLO

• Drenagem linfática manual
• Balneoterapia ( hidroterapia - ozonizada)
• Vacuoterapia na região manipulada pela cânula da lispoaspiração
• Massagem na periferia da cicatriz com óleo de rosa mosqueta
• Máscara de argila verde ou fango termal ( lama vulcânica)
• Massagem com creme termo ativador corporal, evitando o banho por duas horas
• 16 sessões .

Bibliografia: Estética Contemporânea – Rosângela Façanha – Editora Rubio/RJ (2003)





Autor(a): ROSANGELA FAÇANHA

 

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